Saúde

Brasileiros comem mais frutas e hortaliças, mas mantêm ultraprocessados no prato

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Frutas e hortaliças ficaram mais baratas em agosto – Rádio Guaíba

Hábitos alimentares na pandemia

O estudo NutriNet Brasil, coordenado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo, mostrou que a alimentação do brasileiro mudou durante a pandemia. As primeiras análises do estudo, que envolveram os primeiros dez mil participantes da pesquisa, indicam um aumento generalizado na frequência de consumo de frutas, hortaliças e feijão (de 40,2% para 44,6%) durante a pandemia. Por outro lado, a evolução positiva na alimentação foi acompanhada por um aumento no consumo de alimentos ultraprocessados nas regiões Norte e Nordeste e também entre as pessoas de escolaridade mais baixa.

São resultados que sugerem desigualdades sociais na resposta do comportamento alimentar à pandemia e que podem contribuir para o aumento de algumas comorbidades, segundo a pesquisadora Renata Levy.

“O consumo de alimentos ultraprocessados está ligado a diversas doenças como diabetes, obesidade, hipertensão, que acabam sendo fator de risco para o novo coronavírus”, diz Renata, “e o mais curioso é que temos estudos aqui no Brasil indicando que uma dieta mais saudável acaba sendo mais barata do que uma dieta que tenha alimentos ultraprocessados. Claro, é mais fácil comer esse tipo de comida, mas é pior para a saúde”.

Em relação a um futuro pós-pandemia, Francieli diz que vai manter seus hábitos saudáveis, assim como Ivonete, mas Renata destaca que só saberemos as verdadeiras transformações na dieta do brasileiro daqui alguns meses.

“Nosso estudo continuará seguindo esses participantes durante mais alguns anos para podermos comprovar se seus hábitos alimentares se manterão”, diz, “até lá, é importante manter uma alimentação saudável, porque um boa saúde significa uma boa imunidade, condição muito importante nesse tempos de coronavírus”.

O Estudo NutriNet Brasil é um dos maiores estudos em alimentação e saúde do país. A pesquisa, iniciada em janeiro de 2020, tem como objetivo identificar os principais padrões de alimentação praticados pelos brasileiros e estudar sua associação com o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis, que afetam milhões de pessoas no país.

Serão acompanhadas 200 mil pessoas em todo o território brasileiro, por 10 anos. Podem participar pessoas residentes no Brasil, maiores de 18 anos e que tenham acesso à internet. Os resultados do estudo vão contribuir para a elaboração de políticas públicas que promovam a saúde e a qualidade de vida da população brasileira. Para participar do estudo, acesse: https://nutrinetbrasil.fsp.usp.br/#participar

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